a floresta é jovem e cheia de vida

As definições abaixo falam sobre o Amor:

 

 

eu sou o instinto de união;

eu sou a força primordial da qual se originaram a gravidade e o magnetismo;

eu sou a natureza que seduz o espírito;

eu sou a vibração numa superfície que até então permanecia parada;

eu sou resultado de milhares de anos de evolução e acumulo genético de experiências emocionais nascidas do contato entre os corpos, o toque, o carinho, e o envolvimento ao redor de si mesmos;

eu sou um estado de espírito;

eu sou um estado alterado de consciência;

Continuar lendo →

o bom samaritano

Toda vez que vou à Avenida Paulista, me filio a uma ONG diferente.

Nesta última semana, por ocasião de uma visita que fiz a uma loja de artigos religiosos católicos, fui abordado pela patrulha de uma organização ambiental.

Os métodos são absolutamente os mesmos para todos os grupos, não interessa a causa. Eles recrutam jovens que fariam qualquer coisa por uma pequena remuneração, e ensinam a eles técnicas que supõem funcionar. Assim esperam atrair novos contribuintes.

Interpelar pessoas apressadas que andam pela capital não me parece o mais gratificante dos serviços a serem prestados. A coisa começa sempre com uma piada, com alguma observação sobre o modo com que me visto ou ando, o mesmo veredicto sobre o meu chapéu, e que todos julgam estiloso, ou então perguntas inapropriadas sobre como eu faço pra deixar minha barba tão vistosa.

Continuar lendo →

confissões de um homem ansioso

As Forças Armadas do Brasil têm me tirado o sono.

Não é algo que tenha a ver com a maldita intervenção no estado do Rio de Janeiro, não.  Nada que ver com criancinhas revistadas na entrada da escola e as pobres famílias da favela sendo oprimidas por uma ocupação provavelmente mais desastrada que a cavalaria francesa na batalha de Azincourt (sim, sou fissurado por história militar e, aviso ao leitor, este texto é cheio de referências a isso).

Sofro de ansiedade e insônia. Eis a razão de minha insônia, e o estopim das minhas crises de ansiedade: o sucateamento das corporações militares brasileiras, e a sua inoperância em caso de uma possível invasão estrangeira.

É, para mim, extremamente doloroso escrever estas palavras, abordar o assunto de frente e sem pestanejar, e quando penso na inabilidade geral de nossos combatentes dentro das situações hipotéticas que venho imaginando para eles, chego mesmo a sentir palpitações no coração.

Continuar lendo →

de como acessei as memórias de uma vida passada durante o carnaval de rua em São Paulo

Estou entre o ceticismo e a fé.

Não possuo talento para religião alguma.

Coisas misteriosas sempre aconteceram.

Venho frequentando um terapeuta holístico há mais ou menos dois meses. Minha intenção, ao iniciar o tratamento, era romper o bloqueio natural que nos impede de visualizar com clareza aquilo que os espíritas e hindus denominam “vidas passadas”.

Nunca fui lá muito espiritualizado. Fui crismado quando era criança, e durante a adolescência fui classificado como um “católico não praticante”, seja lá o que isso quer dizer. Amigas já me levaram em terreiros de umbanda e candomblé e nada muito místico me aconteceu lá dentro. Aprendi sobre os orixás e seus poderes mais pra não ficar boiando nas conversas do que porque realmente acreditasse nisso, apesar de emendar um “saravá” vez ou outra e saber de cor o Afro Sambas.

Continuar lendo →

continuum

Isto aconteceu hoje.

Fui almoçar no centro da cidade, no restaurante que há de frente para a matriz. E fui junto de um amigo, ou devo dizer um grande amigo, a quem muitos chamam Perdido, devido ao excesso de aventuras que possui no currículo.

Após a refeição, retornamos à casa de meu amigo, e caminhamos pela praça. Ao passarmos por debaixo de uma grande paineira que há por lá, Perdido sente que é hora de me confessar algo:

– Bicho, meu maior medo é estar passando por debaixo de uma árvore velha dessas, e acontecer de cair um galho na minha cabeça, um galho grande, um tronco, cair a árvore, imagina só!

Continuar lendo →

aquela vez em que cozinhamos pra uns stalinistas

Quando meu amigo me disse que tinha conseguido encontrar ópio em Coimbra, resolvi imediatamente colocar a cidade na rota de minha viagem.

Foi um janeiro alegre como há muito não vivia. Junto de uma outra viajante, telepata e dona de todos os outros talentos necessários aos viajores, atendendo pelo nome das musas de Manoel Carlos (aquela que causou a desavença entre os gregos e os troianos) perfiz uma viagem que bem poderia ter sido mais longa, mas que, dentro de suas limitações, nos colocou para conhecer aquele belíssimo triângulo que desponta na esquina do Atlântico: Portugal, Espanha, e Marrocos.

Continuar lendo →