pequeno ensaio sobre o homem-formiga

Seria possível realizar mentalmente os poderes do Homem-Formiga?

Imaginemos a sua figura.

Imaginemos o Homem-Formiga tornando-se infinitamente pequeno, reduzindo seu tamanho.

A cada segundo, metade do que era.

Consideremos, então, a pequenez. A pequenez enquanto um delírio. O delírio de alguém que se põe a admirar a sua criação em seus mínimos detalhes. Um artífice, um matemático, um arquiteto, um filósofo. É preciso diminuir o tamanho do pensamento, dobrá-lo sobre si mesmo, reduzi-lo a uma simulação microscópica de si mesmo.

A vontade que cria o superpoder do Homem-Formiga é a da sabotagem e da infiltração. Uma ideia microscópica poderia imiscuir-se no pensamento de alguém. Sem que se perceba. A sabotagem depende de frestas e de falhas que tornam a estrutura vulnerável. O Homem-Formiga tem a possibilidade de verificar de perto a estreiteza, e a espessura de cada fresta de seu próprio pensamento.

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