este blogueiro começou a escrever um artigo pro seu blog, e o que aconteceu depois vai te deixar…

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Certa feita, em uma entrevista, o produtor musical Romero Silveira (43, paulistano) afirmou que logo em breve, com o avanço das tecnologias publicitárias, se tornaria cada vez mais fácil e mais racionalizada a maneira com que um artista, ou qualquer figura pública, conseguiria ganhar alguns cliques em um ambiente virtual. A empatia a ser conquistada seria consequência dessa visibilidade proporcionada por um processo espontâneo apenas em aparência. Daí que tanta gente, nas redes sociais, usem factoides ou a polêmica como plataforma de visibilidade. A chamada, o título, obviamente, são o destaque que ofusca o conteúdo quase inexistente – a apresentação é fundamental. Trata-se do fenômeno cata-clique.

Problema para os historiadores do presente: desde quando a corrida por cliques tornou-se relevante? Desde quando adestrar a recepção, a percepção do público, se tornou possível ou conveniente? Até que ponto uma opinião pode continuar sendo rentável? Publicidade gera mais publicidade – o ciclo da monetização. Há tutoriais, métodos, programas, aplicativos, muita coisa voltada pra pessoas interessadas em gerarem tráfego nas suas páginas e a partir daí faturarem alguma grana pra poderem viver disso. Não há nada de errado em escolher uma atividade dessas pra sua vida, na verdade. (Em minha opinião, não há nenhum problema desde que o assunto escolhido para tanto não seja voltado para a auto-promoção, ou que seja algo inofensivo, como é o caso dos felinos fofinhos compartilhados até a exaustão).

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