O Feminismo e a Agenda Reptiliana

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Verdades e Segredos do Sétimo Círculo

É provável que quando esta mensagem chegar até vocês eu já tenha sido morto ou capturado por Eles. Sei de coisas que Eles não querem que vocês saibam. Consegui coletar informações importantes e preciosas nas últimas semanas, e, juntando os pontos, percebi que o que está em jogo no nosso planeta e, precisamente, no Brasil, é uma série de grandes e sinistros complôs atuando para a auto-destruição da Humanidade e de toda a Quinta Dimensão da Realidade.

É extremamente necessário que esse texto seja compartilhado nas redes sociais e afins, para que triunfe a Verdade e o Bem prevaleça neste Mundo. Eles devem ser detidos a tempo! As peças do tabuleiro já estão todas nos seus devidos lugares. Tudo passará despercebido da Grande Massa, então é necessário que uma grande campanha de Conscientização Cósmica se inicie. 

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A alma na visão de um imortal

The Lovers' Whirlwind illustrates Hell in Canto V of Dante's Inferno

 

“Já contei como foi que começamos entre nós a ideia de alma? É uma ideia tão antiga que dizemos que nasceu junto com a própria consciência. A consciência de si e do outro, e também todas as variantes daquilo que vieram a chamar de metempsicose, que é a migração das almas. Mas, entre nós, essas ideias só floresceram e criaram vínculos depois de vermos morrer muitos. Da destruição dos vínculos. É que encontrávamos semelhanças demais entre os distantes. Distantes no tempo, separados pela morte. À primeira vista não podíamos aceitar o fato de que eram gentes diferentes, pessoas diferentes, mundos diferentes. Corpos imateriais resolviam bem essa questão da semelhança. Não morríamos nós, os imortais, e entre os outros, os que morriam, acabávamos notando uma continuidade muito grande de espírito. De fluência. Não sei se foi buscando algum consolo, dando vazão a desejos simbólicos inconscientes, reprimindo ceticismos, foi porque éramos uns, poucos, e eles eram outros, muitos. Algumas almas tornavam-se maiores pela frequência com que se perpetuavam nas heranças que deixavam aos gestos. Não se tratava apenas de uma semelhança física, ou da defesa de ideias parecidas. Era algo muito mais profundo (nos termos de hoje daríamos à superfície o nome de fenótipo, e genótipo à profundidade). Essa gestualidade atemporal, compartilhada por gentes que eram estranhas entre si, nos entregava à consulta constante de figuras que só ousavam se pronunciar em circunstâncias muito específicas, quase sempre em sonhos, como ideias permanentes, almas permanentes. Dos dois atributos que competem para a constituição do humano, a vida e a morte, era o segundo que nos faltava, e era precisamente essa ausência que estilhaçava em nós qualquer princípio de humanidade que pudéssemos querer germinar. As almas, partindo e regressando em voos imêmores, nos traziam essas fagulhas de humanidades distintas e distantes. O efeito foi terrível. Liberdade seguida de enclausuramento: nós, imortais, ou não possuíamos alma nenhuma, ou, aquela que tínhamos, estava condenada à prisão perpétua do corpo, sem nunca poder se libertar na hora da morte, e tinha como breve amostra da liberdade somente algumas poucas horas de sono e pesadelo, horas em que se entregavam esvoaçando pelos firmamentos, encontrando outras almas que há muito já tinham se libertado e que bem poderiam regressar quando assim quisessem. Então a alma sempre foi para nós esse secreto grau de parentesco que os descendentes possuíam com os seus ancestrais sem que soubessem. Mas a verdade é que nunca existiu porcaria de alma nenhuma, e, mesmo não existindo, como se fosse permitido a alguma coisa que não existe a faculdade de exceder-se, outra verdade ainda mais dolorosa é a de que, todavia, já há almas demais. E morrer…”

 

 

 

 


Imagem: William Blake.

O que fazer com os restos?

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AVISO IMPORTANTE: por inúmeros motivos, mas principalmente devido ao ritmo e à duração, esse texto foi feito pra ser lido enquanto o leitor acende e fuma sozinho e silenciosamente um cigarro de maconha, preferencialmente pequeno, mas não importando se sativa ou indica.

O que fazer com os restos?

Estávamos numa festa. Bem meia-boca, por sinal. Joel chegou dizendo que tinha uma ideia. Diante das possibilidades, nenhum flerte sendo sustentado naquele momento, nenhuma música dançante rolando, Joel entendeu aquilo como uma deixa.

– É algo que não vai exigir o menor esforço, essa ideia. – disse, encontrando, com algum custo, um pequeno espaço pra se sentar no sofá logo ao meu lado.

Puxei pro meu colo um livro, uma edição em capa dura, bem velha, da antologia poética do Mario de Sá-Carneiro, deixado ali na mesa de centro por algum veterano jamais mencionado, mas que bem poderia estar pensando, quando abandonou o livro ali, em dar àquele exemplar um uso análogo ao das revistas das salas de espera dos consultórios odontológicos. Só que junto com o livro, e sobre ele, vinham um dixavador e uma sedinha Colomi. Comecei a dixavar um pedaço de maconha que Joel retirou do bolso e me entregou.

– É uma ideia. – ele disse. – tem a ver com maconha.

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Um feriado para os que querem continuar trabalhando

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Antes a manifestação tivesse sido confundida com um carnaval. Da próxima vez, professores, tragam mulatas seminuas na frente, que aí os policiais baixarão as escopetas. Um carro alegórico até que não será de mau uso. Adoraria ver uma ala de baianas formadas pelas históricas tiazinhas gordas que habitam as repartições públicas. Todos vestindo vermelho e dourado.

Quesito: pureza ideológica.

Nota: 8.3

O carnavalesco diz que agora é feriado, dia 1 de Maio. Data que remete a uma ação comunista ocorrida há mais de século. Os vermelhos estavam, como durante muito tempo costumaram estar, do lado dos que exigiam. Manifestações respondidas com violência, mortes, greves. Com exceção das mortes, foi o mesmo espetáculo que Beto Richa, século depois, quis dar. Que a posteridade guarde o seu nome, e o daqueles que o apoiam dentro ou fora das fronteiras do Paraná. Mas e o feriado?

Não dá pra disparar balas de borracha num feriado. Só dá pra aproveitá-lo, fazendo brotar em nós aquilo que Eneida Orides chamou de enferiamento da alma. Imagino trupes de homens de terno e gangues de secretárias sentados no colo uns dos outros, assinando acordos evasivos de maneira perfunctória, de olho apenas nas poupanças que se afundam em sofás que cheiram a whisky e prostituição de luxo.

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