aquela vez em que cozinhamos pra uns stalinistas

Quando meu amigo me disse que tinha conseguido encontrar ópio em Coimbra, resolvi imediatamente colocar a cidade na rota de minha viagem.

Foi um janeiro alegre como há muito não vivia. Junto de uma outra viajante, telepata e dona de todos os outros talentos necessários aos viajores, atendendo pelo nome das musas de Manoel Carlos (Helena, para os desinformados), perfiz uma viagem que bem poderia ter sido mais longa, mas que, dentro de suas limitações, nos colocou para conhecer aquele belíssimo triângulo que desponta na esquina do Atlântico: Portugal, Espanha, e Marrocos.

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como reconhecer os sinais de morte

“Segue-se agora a apresentação de diversos sinais de morte. Quer estejas doente, quer são:
Se não conseguires enxergar com os olhos a ponta do nariz, poderás morrer ao fim de cinco meses.
Se não conseguires enxergar a ponta da língua,
poderás morrer ao fim de três dias mesmo que não estejas doente.
Se, olhando para a superfície de um espelho brilhante, não conseguires enxergar com o olho esquerdo, poderás morrer ao fim de sete meses.
Em geral, quando se respira na palma de mão de bem perto, sente-se o calor, e quando se faz o mesmo de longe, sente-se frio.
Se, porém, essas sensações se inverterem, deves saber que poderás morrer ao fim de dez dias.
Se, procurando teu reflexo numa vasilha cheia de água, não vires reflexo, nem imagem, nem nada semelhante, também isto é sinal de morte.
Se, ao tomares banho, a água não pegar a área do teu corpo em volta do coração, ou se a água secar rapidamente em volta do coração, isto pode ser indício de morte.
Afirma-se também que, caso um estalar de dedos não emita som, isto pode ser indício de morte;
E, se os tornozelos se mostrarem saltados das pernas, diz-se que poderás morrer ao fim de um mês.”



(Bardo Thodol: O Livro Tibetano dos Mortos)