o caso do marido KGB

O seguinte caso é uma história verídica acontecida no final dos anos de 1970, na cidade de Boston, Estados Unidos. Após ter ganho a primeira página em alguns jornais locais, contudo, a notícia foi rapidamente sufocada pelos órgãos de inteligência norte-americana. A conclusão da história, portanto, nunca veio a público.


Renée Garland conheceu seu marido, Joseph Botvinnik, em uma festa num clube de dança comumente frequentado pelos universitários e pela classe média protestante de Boston, em 1971. Ela tinha 18 anos e estava iniciando seus estudos em Direito na Boston University School of Law. Ele tinha 25, e dizia ser gerente de uma exportadora de grãos e alimentos com contratos na Europa e norte da África. Não possuíam nenhum amigo em comum. O moço, ela veio descobrir, era o filho único de uma família de imigrantes ucranianos, que teriam chegado em Nova Iorque no começo do século XX. Ela, por sua vez, era a mais brilhante das três filhas de um casal de fazendeiros do Oklahoma, criadores de milho e de suínos.

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a sífilis lunar

Eels are mysterious beings. It may be that what are called their ‘breeding habits’ are teleportations. According to what is supposed to be known of eels, appearances of eels anywhere cannot be attributed to teleportations of spawn. In the New York Times, Nov. 30, 1930, a correspondent tells of mysterious appearances of eels in old moats and in moutain tarns, which had no connection with rivers. Eels can travel over land, but just how they rate as mountain climbers, I don’t know.

Charles Hoy Fort, Lo! – 1931

Lua Europa, uma das grandes luas que orbitam o planeta Júpiter. Chamo-me Montezuma Lovejoy, sou um colono espacial, e a primeira vítima humana de uma doença que ainda não tem nome.

Estou há exatamente um mês trancafiado em quarentena, enquanto os médicos me submetem a baterias de exames, rotinas de medicamentos e dietas malucas. Enquanto isso vou recordando e pondo minha consciência à limpo. Deste doloroso exame emergem memórias nas quais me vejo sempre protagonizando alguma coisa ligada à colonização de Europa.

Sou um veterano do processo de terraforming que deixou habitável esta lua.

Operei tratores gigantes e explorei cavernas de gelo submerso. Pude acompanhar todo o processo de aquecimento da atmosfera, desde o começo. Tive o privilégio de assistir in loco ao derretimento da gigantesca crosta de gelo que cobriu, durante milhões de anos, o profundo oceano salgado que havia sob a virgem superfície do planeta.

Em outras palavras: tenho vivência.

O meu nome, se devo explicá-lo, foi escolhido por meu pai, um já falecido historiador fascinado pelos povos indígenas mesoamericanos – alguém que merece todas as devidas congratulações por ter conseguido convencer uma mãe a presentar sua prole com uma alcunha que jamais seria entendida na primeira pronúncia em qualquer lugar fora do México.

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