Arte e Ciência

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O ‘Demoiselle’ e a ‘Ceia’

A verdade é que quando a gente vê a locomotiva “Baronesa” ou o avião “Demoiselle” de Santos Dumont (produções recentíssimas da ciência aplicada) tem vontade de rir. São objetos ridículos. A ternura que nos possam infundir vem de pensarmos que homens já confiaram (como Santos Dumont) suas vidas a uma coisa tão precária. Além disto, só há ridículo quando comparamos o “Demoiselle” a um “Constellation”.

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Notas sobre o Deserto Patagônico

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– Kant diz que se o mundo é redondo e, portanto, finito, então as gentes são obrigadas a suportarem umas as outras, sem a opção de poderem debandar em direção ao infinito, caso o mundo fosse uma planura sem fim.

– Kepler dizia que os corpos celestes eram todos do mesmo tamanho. Talvez estivessem distribuídos em círculos. Sem um telescópio para observá-los com mais nitidez, ninguém, em sua época, pôde oferecer uma contestação mais fundamentada. A diferença de brilho, de uma estrela para outra, provinha da distância que nos separava delas – é o que ele pensava.

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