Haja conexão, amigo!

Esporte

Pra mim está mais do que provado que essa Copa foi experimentada de uma maneira muito curiosa (não de todo diferente das copas anteriores, que prepararam o terreno). Tudo bem que os brasileiros estavam em casa, e, tinham, de certa forma, um ponto de vista “privilegiado” (que muito bem pode ser relativizado), mas a participação que a Internet teve em todas as etapas da cobertura e divulgação do mundial é o suficiente pra jogar, talvez, uma penúltima pá de cal sobre a televisão – que acompanhou beeeem de longe o “tempo real” da Internet. Imagino que o soterramento derradeiro virá quando passarmos a acompanhar todos os jogos da tela de um computador (ou até mesmo outro dispositivo), conectado a um projetor (que poderia muito bem ser uma televisão compatível com a tecnologia). À televisão, portanto, sem o seu monopólio sobre as discussões e os significados, só resta transmitir os jogos. Do chute do exoesqueleto de Nicolelis aos memes de Luiz Suárez e Muntari. Também a relação dos fãs com os jogadores deixou de ser mediada exclusivamente pela TV (muito sucesso fizeram as postagens de Podolski e Balotelli). As piadas, e até mesmo as músicas (que são repetidas à exaustão graças às campanhas publicitárias), se comportam de maneira viral. Aposto que muita gente, ao invés de prestar atenção às mesas redondas dos comentaristas, preferiu reclamar e fazer piadas no Facebook (algo de que já criamos uma indiscutível dependência).

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