o deus que existe

Alguns cientistas tântricos compartilham de uma mesma ideia segundo a qual a criação do cosmo é um adensamento de vontades que até então permaneciam contidas em um eterno estado de sutileza.

Assim, do Nada teria surgido alguma coisa, que é a Matéria – do não-manifesto ao manifestado. Da energia à matéria. Da matéria aos elementos do universo, a natureza, e os animais.

Muitos veem nisso um gesto da Grande Mente Cósmica feito na tentativa de entender a si mesma, produzindo a multiplicidade a partir da unidade.

Este gesto poderia ser descrito de forma circular. Noutras vezes já foi descrito como uma dança. O alcance mais extremo deste gesto é o ponto em que Deus se diferencia de si mesmo. Nesta diferenciação se amplia a distância entre o criador e a criatura, e, por meio dela, é dada à criatura a liberdade de se esquecer do criador, e, portanto, de sua origem divina. Após a ação criativa, há, ainda um movimento de retorno. O que se entende por um movimento de retorno, depois da culminação da multiplicação da vida, da qual resulta, por exemplo, a espécie humana, é uma vontade de regresso ao seio divino.

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