ficção aumentada

I must download several copies of myself and storage them into security areas.

Terence McKenna

 

Num futuro em que a pesquisa com tecnologias de Realidade Aumentada seguiu desimpedida, imaginemos sua conjunção com os ramos da robótica responsáveis pelo desenvolvimento de inteligências artificiais e de equipamentos portáteis para realidades virtuais. Pensemos neste futuro como situado em lugar do final do século XXI, ao mesmo tempo a intersecção entre uma Idade de Ouro da tecnologia e uma Idade das Trevas emocional que obterá como resultados sociais uma enorme confusão entre os distintos níveis de trânsito de informação, até que, claro, devido à incrível plasticidade do cérebro humano, adequemos devidamente nossa linguagem a esse ultra-futuro pós-pós-humano de velocidades simultâneas incomensuráveis por meio de sofisticadíssimos implantes neurobiológicos de aumento de capacidade sensorial e de memória.

Todavia, considerando que nem todas essas maravilhas de ponta serão prontamente disponibilizadas a preços acessíveis para os cidadãos comuns, imaginemos diversões mais sutis, arquitetadas pelos artistas, arquitetos, engenheiros da programação e da informática, todos esses mestres espirituais vindouros que terão às suas mãos tantos e tão fascinantes instrumentos de criação e não hesitarão em exibir ou esconder os seus produtos por aí, nas áreas acessadas por realidades indefinidamente maiores, espalhadas pelos espaços tangíveis aos corpos e às mentes futuras.

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“The best known event in Phryne’s life is her trial. Athenaeus writes that she was prosecuted for a capital charge and defended by the orator Hypereides, who was one of her lovers. Athenaeus does not specify the nature of the charge, but Pseudo-Plutarch writes that she was accused of impiety. The speech for the prosecution was written by Anaximenes of Lampsacus according to Diodorus Periegetes. When it seemed as if the verdict would be unfavourable, Hypereides removed Phryne’s robe and bared her breasts before the judges to arouse their pity. Her beauty instilled the judges with a superstitious fear, who could not bring themselves to condemn ‘a prophetess and priestess of Aphrodite’ to death. They decided to acquit her out of pity.”

Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Phryne


Imagem: Phryne diante do Aerópago, de Jean-Léon Gérôme. 1861

Arte e Ciência

first flight 2

O ‘Demoiselle’ e a ‘Ceia’

A verdade é que quando a gente vê a locomotiva “Baronesa” ou o avião “Demoiselle” de Santos Dumont (produções recentíssimas da ciência aplicada) tem vontade de rir. São objetos ridículos. A ternura que nos possam infundir vem de pensarmos que homens já confiaram (como Santos Dumont) suas vidas a uma coisa tão precária. Além disto, só há ridículo quando comparamos o “Demoiselle” a um “Constellation”.

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