Eros e Tânatos

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“‘Ludwig, um pouquinho de sado-masô não faz mal a ninguém.’
‘Quem disse?’
‘Sigmund Freud. Como é que eu sei? Mas por que é que nos ensinam sentir uma vergonha automática sempre que o assunto vem à baila? Por que é que a Estrutura permite todos os outros comportamentos sexuais, menos esse? Porque submissão e dominação são recursos de que ela precisa para sua própria sobrevivência. Não se pode desperdiçá-los na sexualidade individual. Aliás em sexualidade alguma. Ela precisa da nossa submissão para permanecer no poder. Precisa de nosso desejo de dominação para nos cooptar para seus jogos de poder. Não há prazer nisso, só poder. Vou lhe dizer uma coisa: se fosse possível instaurar o sado-masô em escala universal, no nível da família, o Estado morreria à míngua.'”

Thomas Pynchon, O Arco-Íris da Gravidade [Cia. das Letras; tradução de Paulo Henriques Britto]

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